
Resistimos à mudança porque mudar é assustador. Este medo do desconhecido faz com que o nosso cérebro mobilize um conjunto de processos fisiológicos, mentais e físicos no sentido de preparar o nosso corpo para se proteger. Podemos dizer que o cérebro não gosta da mudança, ele procura o que é familiar. Isso ajuda a explicar porque é que muitas vezes escolhemos coisas ou pessoas que nos fazem mal, mas continuamos a fazê-lo porque não conseguimos sair desse loop, quebrar esse padrão. No fundo o nosso cérebro só nos está a tentar proteger, uma vez que o desconhecido é encarado como perigo.
Contudo, é possível reconhecer este cuidado do nosso cérebro e ainda assim contrariá-lo: mudando padrões, experimentando coisas diferentes, procurando outras formas de resolver as situações. E quando permitimos que a mudança aconteça percebemos que nós temos sim o poder de escolher. Podemos continuar com medo, mas aceitamos o desafio. E são estas mudanças que também permitem que o cérebro se molde à mudança, deixando de a ver sempre como algo negativo e perigoso.
Mudar pode implicar sofrimento, mas esse sofrimento é necessário para que possamos ser livres. Livres para fazer escolhas sinceras e genuínas, e não apenas motivadas pelo medo.
Podes começar por mudanças pequenas como trocares o teu lugar à mesa; comer uma comida que nunca experimentaste; fazer um caminho diferente até casa; experimentar uma modalidade diferente de exercício; escolher ver um filme de um género diferente daqueles que costumas escolher.
Aprecia as descobertas que estas pequenas mudanças te fazem sentir e depois, com calma e ao teu ritmo, embarca nas grandes mudanças que gostarias de fazer na tua vida e em ti.